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  • Marcelo Salles Pereira

A Hospitalidade De Gaio E A Nossa

Na terceira carta do apóstolo João lemos a respeito de Gaio e de sua fidelidade e hospitalidade pelos irmãos em Cristo.

 



mulher com bandeja e sucos recebendo uma família
Figura 1: Mulher recebendo uma família

 


Sumário

 

 

Texto de Referência

 

3 João 1:15 | NVI

A paz seja com você. Os amigos daqui lhe enviam saudações. Saúde os amigos daí, um por um.

 

 

Meditando na Palavra

 

O versículo do texto de referência é o último desta curta carta do apóstolo João endereçada a Gaio.

 

Eu sempre me pergunto quem era a pessoa que se transformou num personagem bíblico, como é o caso desse Gaio. O nome Gaio aparece algumas vezes no Novo Testamento.

 

João elogia Gaio por sua hospitalidade e, olha só, o apóstolo Paulo também elogia um tal de Gaio pela sua hospitalidade:

 

“Gaio, cuja hospitalidade eu e toda a igreja desfrutamos, envia-lhes saudações.” (Romanos 16:23).

“Amado, você é fiel no que está fazendo pelos irmãos, apesar de lhe serem desconhecidos.” (3 João 1:5)

 

A carta de João começa dizendo que Gaio era um presbítero. Então, ele tinha uma vocação, um chamado específico. Ele tinha um trabalho entre os irmãos em Cristo.

 

Bem, para continuar, vamos nos ater a esses dois versículos, pois eles são o que mais se aproxima de estarem falando da mesma pessoa.

 

Então, essa é uma carta pessoal do apóstolo João a Gaio e o apóstolo elogia a fidelidade de Gaio e como ele ajudava aos irmãos, mesmo sem conhecê-los.

 

Quando li isso me perguntei: eu faria a mesma coisa? A resposta foi não.

 

Mas por que não?

 

Me aprofundei ainda mais nessa ideia de hospitalidade e do porquê eu ter respondido “não” e cheguei à conclusão de que a causa é o medo. Quando cheguei a essa conclusão me perguntei: medo do quê?

 

A resposta foi que tenho família e que não colocaria um desconhecido, mesmo que esse desconhecido se dissesse cristão, dentro de minha casa correndo o risco dessa pessoa fazer algo contra nós.

 

Irmãos e irmãs, se eu perguntasse se vocês receberiam uma pessoa que se diz cristã e que é totalmente desconhecida, o que vocês diriam? Qual seria vossa resposta sincera?

 

Bem, seguindo no raciocínio, pensei: será que naquela época não havia riscos? Será que não havia pessoas más que fingiam ser um tipo de pessoa, mas que na verdade era um ladrão ou coisa pior? Com certeza sim.

 

Então, hoje é pior do que aquela época?

 

Creio que sim. Hoje temos muito mais pessoas no mundo e, por conseguinte, temos muito mais de tudo. Quero dizer com isso que hoje temos mais pessoas boas, porém, temos mais pessoas más também.

 

Daí pensei: Marcelo, você não está dando mais valor a sua própria vida do que a Cristo? Hospitalidade não faz parte da vida cristã?

 

Ops, me senti como levando uma pancada na barriga com esse pensamento, mas logo depois me acalmei e voltei a raciocinar.

 

O apóstolo Paulo certa vez escreveu que ele preferia morrer e estar com Cristo, mas como ele ainda tinha o que fazer pelo evangelho, ele preferia continuar na carne (vivo).

 

A questão aqui é: eu estou preparado para estar com Cristo? Eu sei minha resposta. E você que está lendo isso, qual é a sua? Responda, mas guarde para si mesmo.

 

Quanto a ser hospitaleiro, creio que posso ser, mas somente se a pessoa que vou receber tiver um bom testemunho de alguém que eu conheça e que eu mesmo possa dar bom testemunho dessa pessoa que eu conheço. Minha personalidade exige isso.

 

Se esse texto te fez pensar a respeito da hospitalidade, então, peço que também pense a respeito e chegue a suas conclusões. Espero ter ajudado de alguma forma em sua caminhada com o Senhor.

 

Que o Senhor te abençoe e te guarde.

 

 

Orando a Palavra

 

Senhor, me ensina como ser hospitaleiro sem colocar em risco pessoas que eu amo. Fala ao meu coração e me ajuda a mudar, a não agir somente pelo medo, mas a agir por amor, pois o Senhor é amor.

No nome do Senhor Jesus, amém.

 

 

Dica de Leitura

 

O cristão em uma sociedade não cristã: Como posicionar-se biblicamente diante dos desafios contemporâneos

por John Stott (Autor)

 


Capa do livro O Cristão Em Uma Sociedade Não Cristã
Figura 2: Capa do livro O Cristão Em Uma Sociedade Não Cristã

Sinopse


Uma parcela considerável da Igreja Cristã se formou com a firme convicção de que a única relação que deveria ter com temas intrincados ― como política, diversidade, meio ambiente, aborto e tensão social, entre outros ―, limitava-se à oração. O raso envolvimento nas questões contemporâneas em nome do aprofundamento bíblico criou um abismo que John Stott tenta ajudar a superar com este livro. O cristão em uma sociedade não cristã é mais do que uma análise sobre a sociedade moderna e suas mazelas – é uma convocação ao pensamento crítico e ao engajamento a partir das verdades eternas contidas nas Escrituras Sagradas. Com a visão aguçada e abrangente que fez dele um dos maiores expoentes do cristianismo no século 20, Stott investiga as dinâmicas da sociedade, desde as discussões sobre gênero e eutanásia até os movimentos étnicos e religiosos que estimulam o terrorismo, passando pelos grandes riscos globais, como epidemias e agressões ao ambiente. O autor mostra como uma abordagem ampla e engajada do mundo que nos cerca é tão urgente quanto a intercessão e a proclamação do Reino. Lançada nos anos 1980, revisada e atualizada por Roy McCloughry e endossada pelo próprio Stott, esta obra – que conta ainda com um guia de estudo – continua sendo referência para todo cristão que compreende a relevância de seu papel em um cenário cultural cada vez mais complexo, onde a sede por compaixão, ética e justiça continua tão grande quanto no passado.




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