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  • Marcelo Salles Pereira

A morte de Estevão e a atitude de Saulo (Parte 2)

Atualizado: 13 de out. de 2023


Apedrejamento de Estevão 2
Apedrejamento de Estevão 2

Saulo estava ali no momento da morte de Estevão. Está escrito que ele consentiu na morte daquele mártir.

Quando estudamos a vida de Saulo (ou Paulo) vemos que antes de aceitar a Cristo, ele era fervoroso nos ensinos dos fariseus:


Então Paulo, sabendo que alguns deles eram saduceus e os outros fariseus, bradou no Sinédrio: "Irmãos, sou fariseu, filho de fariseu. Estou sendo julgado por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos! "

Atos 23:6


"Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade. Fui instruído rigorosamente por Gamaliel na lei de nossos antepassados, sendo tão zeloso por Deus quanto qualquer de vocês hoje”.

Atos 22:3


Por ser fariseu e ainda por cima sendo filho de um fariseu, Paulo era muito zeloso em relação à obediência rigorosa à lei. Embora para um judeu ser rigoroso na obediência à lei seja algo desejável, o próprio Jesus tinha ensinado aos discípulos que eles deveriam tomar cuidado com o ensino deles:


Disse-lhes Jesus: "Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus".

Mateus 16:6


É difícil criticar alguém que se considera zeloso por Deus, como disse Paulo em sua defesa diante do Sinédrio, porém o próprio Paulo escreveu que:


“circuncidado no oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à lei, fariseu;

quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível.

Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo.

Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”.

Filipenses 3:5-8


Vemos que Paulo considerava tudo o que ele aprendeu e fez como fariseu como perda ou, de maneira ainda mais forte, como esterco.


Me parece que Paulo entendeu, após sua conversão, que a rigorosidade dos fariseus não era acompanhada por intimidade com Deus ou ainda com obediência direta à Ele. Ele só encontrou essa intimidade e obediência quando conheceu a “suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus”.


Quando olho para essas coisas percebo que Paulo se considerava um inimigo, um perseguidor da igreja antes de sua conversão. Por causa de seu zelo pela religião ele considerava tudo o que fazia como correto, inclusive consentir com a morte de um cristão inocente. Afinal Paulo era um fariseu e os fariseus sabiam o que era correto segundo a lei.


Aqui preciso entender que Paulo estava agindo conforme foi ensinado por seu pai e por “um fariseu chamado Gamaliel, mestre da lei, respeitado por todo o povo” (Atos 5:34), porém isso não o isenta de responsabilidade por seus atos.


Paulo é uma amostra de que o zelo direcionado de forma errada pode levar a pessoa a fazer algo que ela não faria se tivesse o conhecimento correto de Deus. A pessoa pensa estar obedecendo a Deus, mas está apenas obedecendo ao que homens sem intimidade e conhecimento real de Deus lhe ensinaram.


Concluo que a atitude de Paulo em consentir com a morte de Estevão é um reflexo de sua forma de pensar baseado no farisaísmo. Essa atitude é um exemplo de que ter zelo por algo não me faz melhor do que ninguém. Creio que devo buscar mais zelo por conhecer a Deus e menos por defender a religião A ou B.


É importante refletir na atitude de Paulo, pois ajo conforme minhas crenças e meus pensamentos. É na mente que se iniciam minhas atitudes. Quero escrever sobre isso em um próximo artigo.


Espero que tenha ajudado de alguma forma aos que leram esses dois artigos.


Que o Senhor os abençoe sempre!

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