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  • Marcelo Salles Pereira

Libertados do pecado

Atualizado: 13 de out. de 2023


Corrente quebradas e cruz
Correntes quebradas frente à cruz de Cristo

“Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna.”

Romanos 6:22


Que a paz do Senhor Jesus esteja sobre ti e sobre tua casa.


Hoje quero falar sobre sermos libertados do pecado.


O texto em destaque nesta página é a conclusão do capítulo 6 da carta de Paulo aos romanos. Quero te incentivar a ler todo o capítulo para melhor entendimento do texto. Se possível, leia pelo menos o capítulo anterior.


Por exemplo, ao ler o capítulo 5, percebemos que Paulo está discorrendo sobre as diferenças entre Adão e Jesus. Para isso, ele nos mostra que o pecado entrou no mundo por causa da desobediência de Adão, mas, por causa da obediência de Jesus fomos feitos justos (Romanos 5:19).


Então, nos tornamos injustos quando desobedecemos a Deus, porém ao obedecê-lo nos tornamos justos por causa da obediência de Cristo.


Voltando ao capítulo 6, o apóstolo Paulo o inicia fazendo a seguinte pergunta:


“Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?”

Romanos 6:1


Depois de fazer essa pergunta, Paulo passa a respondê-la do versículo 2 ao 11, mostrando que, assim como Jesus morreu de uma vez para o pecado, nós também devemos morrer para o pecado. Da mesma forma que Jesus ressuscitou dos mortos, devemos ressuscitar para uma nova vida em Cristo.


Paulo usa a morte para nos mostrar que toda vez que obedecermos a Cristo estaremos deixando de uma vez por todas qualquer pecado que tenha se apresentado a nós. Um exemplo: quando alguém numa situação de muita raiva diz que uma outra pessoa morreu para ela, na verdade, esse alguém está querendo dizer que não quer mais nada com a outra pessoa.


Toda vez que dizemos não ao pecado estamos mostrando que não queremos nada com ele.


Depois, dos versículos 12 ao 15 Paulo nos mostra que não devemos permitir que o pecado domine os membros de nosso corpo, pois ao dar essa permissão a ele, estaremos transformando nosso corpo num instrumento da injustiça.


Fica claro nesta parte que a decisão é nossa:


“Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.”

Romanos 6:13


Quanto a essa questão de ser uma decisão nossa, veja o seguinte:


“Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam, e para que vocês amem o Senhor, o seu Deus, ouçam a sua voz e se apeguem firmemente a ele. Pois o Senhor é a sua vida, e ele lhes dará muitos anos na terra que jurou dar aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó.”

Deuteronômio 30:19,20


Vemos aqui que existem escolhas a serem feitas: vamos escolher a vida (uma vida com Deus) ou a morte (uma vida sem Deus); vamos escolher a bênção (vinda de Deus) ou a maldição (estar sobre o domínio do pecado)?


Interessante é que o próprio Deus dá a dica de qual deve ser a nossa escolha: “Agora, escolham a vida...”.


Qual escolha faremos? Apresentar nossos membros à Deus como instrumento da justiça e assim ter uma nova vida em Cristo, ou vamos apresentar nossos membros ao pecado como instrumento da injustiça, alcançando assim a morte, a separação de Deus?


Depois, Paulo começa a discorrer sobre a escravidão. Isso vai do versículo 16 ao 20 e, nesta parte vemos que ao deixarmos de sermos escravos do pecado nos tornamos escravos da justiça.


Mas alguém pode perguntar: estamos libertos ou não?


Sim, realmente estamos libertos! Estamos libertos do pecado! E isso deve ser motivo de grande alegria para todos nós que confessamos a Jesus como Senhor e Salvador de nossas almas.


No caso que estamos analisando, Paulo usa esse exemplo de escravidão para mostrar que neste mundo sempre estaremos ligados de forma muito forte a algo ou a alguém. Se obedecemos ao pecado somos escravos dele (estamos ligados fortemente a ele); se obedecemos à justiça somos escravos dela (estamos fortemente ligados a ela).


Neste ponto quero mostrar um entendimento que adquiri a muito tempo atrás. Entendo que, quando tomamos uma decisão ou fazemos uma escolha, automaticamente excluímos todas as outras decisões ou escolhas que porventura tenham sido apresentadas perante nós. Aprendi isso com G. K. Chesterton no livro Ortodoxia.


Um exemplo: se eu escolhi ir à igreja num sábado à noite, essa minha escolha eliminou todas as outras possibilidades que eu tinha antes, ou seja, eu poderia ter escolhido ir ao cinema, ir ao jogo de futebol, ter ficado em casa, ter feito uma viagem etc.


Da mesma forma, devemos escolher com sabedoria quando Deus nos apresenta opções, pois uma vez feita a escolha estaremos eliminando automaticamente as outras opções.


Quando escolhermos não pecar estaremos rejeitando a injustiça e, por conseguinte, escolhendo a justiça, ainda que não tenhamos feito essa escolha de forma consciente.


Agora, penso que temos uma única forma de escolhermos de forma consistente não pecar e sermos bem-sucedidos nesta escolha: quando fazemos a melhor escolha de nossas vidas ao aceitar ao Senhor Jesus como nosso Senhor e Salvador. Creio que ao fazermos essa escolha, o Senhor Jesus vem e nos fortalece para vencermos o pecado.


Voltando ao texto de Romanos:


“Quando vocês eram escravos do pecado, estavam livres da justiça.”

Romanos 6:20


Percebo neste versículo que uma coisa exclui a outra, ou seja, ser escravo do pecado exclui a justiça da vida da pessoa que pecou.


É certo que o contrário também é verdadeiro, ou seja, ser escravo da justiça exclui o pecado da vida da pessoa.


Paulo segue:


“Que fruto colheram então das coisas das quais agora vocês se envergonham? O fim delas é a morte!”

Romanos 6:21


Aqui Paulo nos mostra que nossas escolhas nos levam a uma consequência.


O fruto do pecado (sua consequência) é a morte! Logicamente, essa morte é a morte espiritual, pois todos morreremos um dia, sejam os justos ou os injustos. (Sim, eu sei que aqueles que estiverem vivos quando da vinda de Cristo não morrerão, mas não é disso que estou falando).


Porém, existe um outro destino que não a morte:


“Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna.

Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Romanos 6:22,23


Que conclusão magnífica! O fim de uma vida de obediência à Deus é receber um presente (dom) maravilhoso da parte dEle, ou seja, a vida eterna através de Jesus Cristo nosso Senhor.


Portanto, temos duas opções e uma escolha a fazer: vamos escolher sermos escravos do pecado ou escravos de Deus?


A quem queremos estar fortemente ligados? À injustiça ou à justiça?


Vamos escolher a vida com Deus ou a morte espiritual, a separação de Deus?


Que o Senhor abençoe a você e toda sua casa!

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